Véi

Véi, na boa.
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Futebol e Política

Postagem retirada do meu outro blog pessoal, que é mais leve:
http://bobicediaria.blogspot.com/


Esta postagem é sobre um tema que já gerou pequenas discussões no twitter, falarei sobre futebol e política.

Pois bem, na época da Copa do Mundo, muitas pessoas do meu twitter ficavam escrevendo várias coisas afirmando que o fato de o ano de eleição para presidente ser no mesmo ano da Copa não é coincidência, é apenas para fazer "circo" com o eleitor e fazer com que este se esqueça da eleição.

Agora faço-lhes uma pergunta: Se neste ano não houvesse Carnaval e Copa do Mundo, o eleitor brasileiro votaria com mais consciência?

Óbvio que não. Mas entendo que tais eventos fazem com que os brasileiros fiquem completamente cegos para outros assuntos, mesmo que temporariamente, depois volta a cegueira quase completa. Um exemplo disto é que durante a Copa do Mundo os senadores votaram, se não me engano, uma proposta que elevava os salários deles. Sim, a sociedade em geral não viu, mas e se tivesse visto, impediria? Protestaria?

Aí você lê este texto e pensa: "ele só fala isto porque adora futebol". Sim, adoro futebol, e se duvidar gosto mais de futebol do que muitos dos que ficam cegos na época da Copa do Mundo, mas isto não me faz fechar os olhos para outros assuntos. O fato é que o brasileiro não se interessa por política, e quando fala de política, é apenas para dizer se vai votar na Dilma ou no Serra...
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ANÁLISE CRÍTICA DO LIVRO O QUE É LEITURA

ANÁLISE CRÍTICA DO LIVRO O QUE É LEITURA

Dauryda Luana Torres Costa
Jônatas Freitas da Silva

O enfoque desta análise é entender melhor o conceito de leitura, o despertar do indivíduo para a importância da leitura como forma de desenvolvimento social e intelectual, analisando textos orais e escritos, bem como o de apresentar as diversas faces do mundo das letras, e não só deste, afinal a leitura se dá em vários contextos, e em vários campos se faz presente, fazendo dedução a partir do contexto no qual estão inseridos, percebendo a intencionalidade de quem produz dentro de suas potencialidades e proporcionar também uma reflexão sobre o desenvolvimento do hábito de ler sempre.

I) Falando em Leitura...

O ato de ler é bem mais que a simples decodificação de caracteres impressos, há outras situações em que podemos usar o termo “leitura”. Como por exemplo, quando se diz na linguagem popular: “Estou te lendo...”, é uma expressão que significa que a pessoa está analisando a outra, estudando-a. Outra situação é a que acontece quando vemos um objeto ou uma ação cotidianos, e em algum momento, lhes damos uma nova “leitura”, um novo significado, que nos aproxima mais daquilo. Esse processo de depararmo-nos com algo e ver outro significado, geralmente sem motivo nenhum, chama-se epifania, e pode acontecer com pessoas, objetos, situações, lugares etc.
Então fica a pergunta: tem também os textos essa capacidade de releituras e resignificâncias? Evidente que sim, muitas vezes nos deparamos com textos que à primeira vista nos parecem desinteressantes, chatos, e não damos atenção a eles. Porém, em outra situação, outro estado emocional, por exemplo, vemos o texto, e acabamos vislumbrando coisas para as quais não tínhamos atentado, e gostamos, inexplicavelmente. Isso pode acontecer, por exemplo, com uma poesia, às vezes somos apresentados a um texto poético, e não nos interessamos, porém, se em outro momento, com outro estado emocional, a lermos, ela pode nos penetrar, e acontecer o contrário, a poesia nos ler.
Palavras-chaves: campos de leitura, epifania, resignificância.


II) Quando e como começamos a ler


A princípio, se faz necessário dizer que o ato de ler começa de forma mais natural do que se pensa, e que o processo da aprendizagem se dá até mesmo priorizando o aprendizado solitário, muitas vezes prejudicado pelo uso de um método único para todas as pessoas, não negando, claro, que precisamos de orientações para adentrar no mundo das letras. Dizem já alguns pesquisadores de linguagem que “aprendemos a ler lendo”, ou seja, através do contato com os livros aliado às nossas experiências pessoais de vida.
A autora do livro cita a história de Tarzan, personagem criado por Edgar Rice Burroughs, que, quando pequeno, teve contato com os livros sem conhecer a leitura, e começou a decifrar, por meio de comparações, os sinais, que ele pensava serem pequenos insetos que vinham acompanhando as imagens que ilustravam o livro. Algo que, apesar de parecer impossível, é compreensível por parte de alguns autores.
Através desse exemplo e do de Sartre, que disse em sua autobiografia que convenceu os outros a o ensinarem a ler devido à sua insistência em decifrar as letras das páginas. Percebe-se, como disse a própria autora, que antes do leitor propriamente dito, há um leitor curioso, quem mesmo sem entender aqueles caracteres que vê impressos, já sente dentro dele despertado o gosto pela leitura.
Porém, existe o outro lado da situação, há pessoas que não são, devido a fatores sociais ou outras barreiras, incentivadas ao ato de ler, e são frustradas de algum modo por conta disso, chegando a duvidar da sua capacidade mental para leitura, sendo que, como já foi dito aqui, a leitura se dá também em outros campos.
A psicanálise diz que aquilo que é realmente importante para nós nunca é esquecido, como o aprendizado da leitura, e algumas pessoas que se enquadram no que foi dito no parágrafo anterior simplesmente ignoram a realidade que as cerca como mecanismo de defesa, o que favorece a manutenção de uma ordem de dominação dos que detém mais conhecimento.
A autora faz questão de enfatizar no fim do capítulo que há fatores subjetivos e objetivos para o aprendizado da leitura, como no caso de Tarzan, que foi motivado pela sua curiosidade, e o caso de pessoas que ignoram a leitura, por conta de seu meio social, respectivamente fatores subjetivos e objetivos.
Palavras-chaves: auto-aprendizado, incentivo, condição social.


III) Ampliando a noção de leitura

O aprendizado da leitura e escrita sempre foi algo que possibilitou a quem o tinha um poder sobre os outros, em diversas sociedades foi possível observar isso, como na grega, na egípcia, onde quem detinha este tipo de conhecimento era elevado a outro patamar. E apesar de hoje quem não tiver esse aprendizado também conseguir se sobressair por outras formas, a leitura ainda constitui um fator excludente.
Desde os tempos antigos, como já citado, os privilegiados sempre aprendiam de maneira rígida, uniformizada e tecnicista, um método que não se alterou até hoje, afinal os alunos ainda aprendem sem saber o porquê, e não se desenvolve uma leitura crítica.
Como já foi falado, o aprendizado da leitura é fator de exclusão, e os que ensinam, fatalmente desenvolvem um paternalismo, acompanhado da cultura do silêncio, onde quem é educado simplesmente “aceita” as opiniões de quem educa, é algo cultural, e muitas vezes pode desenvolver-se uma política de mediocridade: um finge que ensina e o outro pensa que aprende.
Alguns educadores acreditam que para que isso seja superado, é necessário criar nos alunos um hábito de leitura. Porém é de ciência de todos que a leitura anda perdendo espaço, os jovens estão em fase de crescente e perigosa alienação, e os livros oferecidos a eles nas escolas, os denominados livros didáticos, constituem bem mais instrumentos de dominação que de abertura a novos conhecimentos.
Os conceitos de leitura que conhecemos se resumem em dois: um fala em decodificação pura, e o outro em compreensão, abordagem ampla do texto. Um, logicamente, não pode existir sem o outro, afinal uma leitura apenas decodificante passa a ser mecânica, enquanto que sem a decodificação, não há leitura. Mas, o conceito de leitura é muito subjetivo, e varia de acordo com a experiência vivida por cada um.
Cabe ao educador, portanto, dar condições ao aluno de criar sua própria aprendizagem, seus métodos, segundo suas próprias necessidades e dúvidas, criando assim um leitor mais consciente, mais crítico e menos mecânico.
Palavras-chaves: status, exclusão, tecnicismo, mecanização, educação.


IV) O ato de ler e os sentidos, as emoções e a razão

A leitura se apresenta em três níveis básicos, a citar: o sensorial, o emocional e o racional. Às vezes na leitura são usados os três simultaneamente, dependendo das circunstâncias do texto, e, como já foi dito anteriormente, á vários tipos de leitura.


Leitura sensorial

É a primeira leitura que fazemos do mundo, a mais básica, se dá através dos nossos sentidos. Mas uma reflexão da autora chama a atenção, já que ler o mundo assim através dos sentidos parece algo muito natural e inerente, como ler assim um livro?
Pois bem, é certo que começamos a ler um livro pela capa, e pelo tato, o apalpamos, e mente aquele que diz que não é uma sensação no mínimo agradável a de folhear as páginas de um livro, principalmente se ele for novo, a de sentir seu cheiro etc. E o mesmo vale para os outros tipos de leitura, o modo como lemos uma situação depende muito do nosso sensorial.
Palavras-chaves: sentidos, base.



Leitura emocional

Sob o ponto de vista da cultura letrada, assim como a leitura sensorial que parece ser superficial em sua própria natureza, a leitura emocional tem seu teor de inferioridade por se tratar de uma leitura que por se tratar de uma leitura no campo das emoções, lidando assim com sentimentos, o que provocaria uma falta de objetividade, seria subjetivo. Sem falar que essa leitura é mais comum de quem diz gostar de ler, mas é pouco valorizada e não é mostrada.
A leitura, seja ela feita de concepções de mundo, conversas causais, relatos, imagens tem o poder de liberar emoções, podendo trazer um misto de sentimentos como, por exemplo, ao fazermos uma leitura poderemos sentir satisfação como também poderemos sentir profunda tristeza e quando percebemos que estamos sendo controlados por nossas emoções naquele instante, tentamos refreá-las naquele momento, porque assim com a livre expressividade, nos tornamos o quanto vulneráveis. Percebemos aí, o poder que a leitura e de que como ela transforma nosso interior. O fato de ela trazer consigo uma sobrecarga de emoções, não implicaria sermos ridicularizados, como muitas vezes os indivíduos são quando lêem algum texto ou assistem a alguma cena de filme ou telenovela e na mesma hora há uma explosão de sentimentos como alegria ao ler/ver algo cômico, amor, tristeza, choro, etc.

Isso implicaria um questionamento: por que privar a livre expressão de sentimentos quando estes tomam de conta de nossos sentidos quando vemos/lemos algo relevante? Isso não seria reações comuns aos seres humanos? Sim, isso é tão comum, mas às vezes em pessoas falta sensibilidade para a situação descrita, mas nem por isso dever-se-ia menosprezar tais sentimentos.

Muitas vezes descobrimos, registrada na nossa memória, cenas e situações encontradas quando fazemos a leitura de um romance ou filme, e sentimos que elas, se tornaram um referencial em um período em nossa vida. É incrível como isso é transformador, retomamos a momentos únicos de nossas vidas, acarretam também muitas lembranças triste e desagradáveis. Segundo a autora do livro, a leitura emocional nos emerge a empatia, por nós nos sentirmos também envolvidos no outro, isto é, na pele de outra pessoa, objeto, personagem, etc. Conceituado pois, de um processo de participação efetiva numa realidade alheia, que não é sua, virtual , criada no campo da mente isso implica uma disponibilidade para aquilo que vem do mundo exterior. Na leitura emocional consiste também a provocação de um texto sobre nós, o que ele faz. Às vezes achamos certos assuntos chatos e medíocres, sem interesse, mas com o passar do texto corrido ou descrito, algo nos prende aquele tema, e poderá acontecer o inverso também.

Essas aparentes predileções ou rejeições são explicadas pelo universo social e individual de cada um. Há também os aspectos projetivos. O leitor sente-se atraído pelo objeto lido por se assemelhar à imagem que o leitor faz de si, ou o contrário, quando sente-se atraído pelo oposto.
Mesmo quando começa a ter uma leitura consciente, em alguns momentos, há recaídas. Isto se explica por causa da criança que ainda está dentro de nós, ela se emerge e possibilita essa nostalgia.
Este nível de leitura é bastante interessante do ponto de vista investigativo, porque possibilita a identificação do universo social e do inconsciente individual.
Também se trata de uma leitura de passatempo, já que representa uma leitura de evasão. Onde o leitor permite-se desligar das circunstâncias concretas e imediatas.


Leitura racional

A leitura é coisa séria, dizem os intelectuais. Para muitos, relacionar a leitura às nossas experiências sensoriais e emocionais é reduzir a leitura, revela ignorância. Essa é a postura dominante e intelectualizada mantida por uma elite. Obviamente, faz-se necessário distinguir essa idéia de intelectuais que estamos avaliando neste livro. Entre outras coisas, esse tipo de intelectualismo limita a leitura à noção do texto escrito, pressupondo educação formal e certo grau de cultura e erudição do leitor. Nós estamos vendo a leitura como um processo de compreensão abrangente, no qual o leitor interage com toda a sua capacidade a fim de apreender as mais diversas formas de expressão.
A leitura de um texto nos aproxima de hábitos, costumes, conceitos e ponto de vistas e culturas diferentes. Envolve também a busca do significado de um texto e se processa na medida em que o leitor consiga interagir com ele. Sabe-se, no entanto, que essa intenção é diferenciada para cada leitor e depende dos seus conhecimentos sobre o assunto e de seus interesses e objetivos na compreensão das idéias que se dará a parte escrita pelos autores. Também não estamos restringindo a leitura a atos de caráter científico, artístico, enfim, eruditos. Então, a leitura racional é intelectual quando elaborada por nosso intelecto – estamos falando de um processo eminentemente reflexivo, dialético. Isso implica dizer que os demais níveis de leitura são válidos. Entretanto, a leitura racional acrescenta o fato de estabelecer uma ponte entre o leitor e o conhecimento.

V) A interação dos níveis de leitura

Não há uma hierarquia entre os níveis de leitura. Entretanto, a tendência é de que a leitura sensorial anteceda a emocional e tenhamos, por fim, a leitura racional. Também não se deve supor a existência isolada de cada um desses níveis. Interessante é que mesmo que o leitor esteja se propondo uma leitura a um certo nível, é a interação de sua relação com o texto que vai determinar o nível preponderante. Ressaltamos que, há tantas leituras quantos são os leitores – há também uma nova leitura a cada aproximação do leitor com um mesmo texto, há uma abertura de novos horizontes criando possibilidades para reflexões e recriações correspondentes ao processo dessa apreensão da realidade que cerca o indivíduo. Essa realidade se manifesta ao leitor de várias linguagens. O que se observa na prática, é que a escola tem se preocupado nesse processo, mas ainda está restrito esse conhecimento sendo a função básica da escola ensinar a ler e escrever.

VI) A leitura ao jeito de cada leitor

Para se efetivar, a leitura precisa preencher uma lacuna em nossa vida, vir ao encontro de uma necessidade (vontade de conhecer mais). A isso se acrescentam os estímulos e os percalços do mundo exterior, suas exigências e recompensas. A leitura constitui um fator decisivo de estudo, pois proporciona a ampliação de conhecimento, a obtenção de informações básicas, a abertura de novos horizontes para a mente, a sistematização do pensamento, o enriquecimento de vocabulário e a melhoria dos conteúdos e obras literárias.O fascínio é tão grande, que há quem consiga ler um livro em lugares que não é muito recomendável para uma boa leitura. Enfim, cada um precisa buscar seu jeito de ler e aprimorá-lo para a leitura se tornar cada vez mais gratificante.
Não basta ler uma, duas, ou até três vezes o mesmo texto. É preciso parar para analisá-lo, criticá-lo, discuti-lo, questiona-lo, anota-lo, sublinha-lo, retê-lo, refraseá-lo mentalmente e, quando necessário, em resumos escritos; é preciso captar com discernimento, analisar, associar, assimilar e reter com tenacidade, crescer através do desenvolvimento interno e não por agregação ou amontoamento desordenado de informações superficiais e assistemáticas. Concluindo, a leitura mais cedo ou mais tarde sempre acontece, desde que se queira realmente ler.


CONCLUSÃO

A leitura com finalidade de aprender pressupõe uma prática reflexiva. Isso significa que o indivíduo deve ler atentamente, refletindo então sobre o assunto lido, procurando discuti-lo, compreendê-lo muito bem e criticá-lo. O bom leitor é capaz de ajustar a sua velocidade de leitura à natureza do texto e ao objetivo de sua atividade. Nesta perspectiva é importante que o leitor promova atividades que envolvam essa diversidade textual, com fins didáticos e seus usos na sociedade. A leitura também como instrumento de ensino-aprendizagem se preocupa em formar leitores críticos, sendo capazes de analisarem, suas próprias atitudes, seus comportamentos como também os pontos favoráveis que a leitura requer.
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Síntese - Comunicações no Piauí

A comunicação no Piauí se deu a partir das fazendas de gado, estas distavam muito umas das outras, e constituíam uma rede linear e analógica de distribuição de informações, vale ressaltar o termo distribuição, já que elas não produziam nenhum tipo de informação, apenas funcionavam como postos por onde as informações eram repassadas, tudo isso por causa da circulação de mercadorias por elas, ou seja, a comunicação era um subproduto da economia.

Com o tempo, essas fazendas se transformaram em vilas, e as ferramentas de comunicação foram se aperfeiçoando, chegou o serviço de correios, que operava desde 1770, e também de telégrafo, a iniciação deste último se deu em 1882.

Esses avanços foram possíveis porque em vez da organização política baseada nas fazendas, agora havia um Estado, e o jornalismo era ligado basicamente à administração pública.


Imprensa


Com a mudança da capital para Teresina, institui-se nessa cidade uma rede mais avançada de comunicações, e vieram os jornais impressos, apesar do primeiro ter surgido em Oeiras, em 1832. O primeiro de Teresina foi o A Ordem. Os jornalistas dessa época, como já foi citado, eram atrelados a questões públicas e ao Estado, fato este que contribuía para um poder maior no discurso proferido por eles. Mas não foram apenas os jornais citados acima os únicos a aparecer, também surgiram O Telégrafo e O Espetro, porém eram jornais sem muita autonomia para criticar e noticiar.

Foram surgindo outros jornais, quase sempre pertencentes a partidos políticos, os jornalistas eram exaltados socialmente como homens de saber, era uma atividade da elite, e os jornais sempre focavam a política, diferentemente dos de hoje, que tem matérias sobre diversos assuntos. Com o advento da República, os jornais foram forçados a mudar, já que muitos partidos tiveram que se reorganizar. Neste período houve muitas fusões de jornais, e muitos intelectuais se engajaram ainda mais na área jornalística.

Com o tempo, os jornais passaram a retratar não mais apenas a vida política, mas também o cidadão comum, ou seja, os fatos cotidianos. E também foram criados órgãos em prol dos jornalistas piauienses, como a Associação Piauiense de Imprensa e a Associação Profissional dos Jornalistas do Piauí, futuro Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí, constituindo-se assim a profissionalização de quem atuava na área. Mas os jornais tiveram que passar por outras mudanças a partir da chegada de outros meios de comunicação, como o rádio.


Cinema


O cinematógrafo chegou ao Piauí no começo do século XX, chegou trazendo novas culturas através da tela, e incentivando mudanças de costumes, já que mostrava novos produtos, novas tendências e novos comportamentos, era a publicidade européia penetrando em terras piauienses, fato este que até foi combatido pelos jornalistas da época, por se considerarem vigias da moral e dos bons costumes. O fato é o número de salas de cinema aumentou, e a sociedade comparecia em diferentes camadas, fato este que fez surgir separação nas salas devido à classe social das pessoas.


Rádio


O Rádio chegou ao Piauí na década de 30, trazendo inovações e uma nova forma de comunicar, sua programação era mais diversificada, voltada também para o entretenimento. O rádio se tornou mais acessível que o jornal impresso, e por conta disso, sua programação era diferente. Os jornais impressos também tiveram que acompanhar essas mudanças e passaram por reformas nos seus projetos editoriais para não perder seus leitores.

A primeira rádio AM de Teresina foi a Rádio Difusora, antes dela só havia rádios que usavam caixas para amplificar o som produzindo em algum estúdio num local de grande concentração pública, como praças. Surgiram outras rádios AM, e sua audiência se manteve constante, até a chegada das rádios FM e da televisão, o que desencadeou uma crise paradoxal, algumas rádios faliram, em compensação, os meios se diversificaram, as rádios FM tinham outra programação, mais voltada para a música, e a TV era o novo sendo introduzido na comunicação.


TV


Na época do “Milagre Brasileiro”, a entrada de capital externo no país fez com que o campo das comunicações se alavancasse ainda mais, surgia então a TV. No Piauí a primeira rede de TV criada foi a TV Clube, que passou a transmitir em 1972, afiliada então à Rede Tupi, nacional, depois se filiando à rede Globo. Passou 10 anos como a única TV no Piauí, depois surgiram outras, como a TV Pioneira, a TV Educativa, a Antena 10 e a Meio Norte. Mas a partir desse momento, o campo das comunicações passou a entrar em conflitos, devido à política e às repressões, teve ganhos, como no processo de reabertura democrática, mas passaram a sofrer pressões maiores do mercado, e o trabalho dos jornalistas sofreu grandes mudanças devido à isso.
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Documentário - Trabalho Informal - As Perspectivas de vida na Informalidade

Documentário feito por mim, pela Luana Torres, Glenda Uchôa e Lisyane Pinheiro, no ano de 2009, sobre o Trabalho Informal em Teresina.









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Situação da população carcerária feminina no Brasil



Entendendo a situação da população penitenciária feminina do País

“...Contrariando aqueles que dizem que não há que se falar em cidadania e direitos humanos para as pessoas privadas de liberdade, este Grupo de Trabalho reafirma que todas as pessoas privadas de liberdade devem ser punidas somente com a privação da liberdade, e não com a privação de seus direitos humanos e muito menos com a suspensão de sua cidadania...” – Relatório Final do Grupo de Trabalho Interministerial – Reorganização e Reformulação do sistema prisional feminino” , Governo Federal (dezembro de 2007)

____________________________________________

Percentual de mulheres encarceradas no Sistema Prisional no Brasil
(2000 a 2006)

Ano

Mulheres

Total população

%

2000

5.601

174.980

3,20

2001

5.687

171.366

3,32

2002

5.897

181.019

3,26

2003

9.863

240.203

4,11

2004

16.473

262.710

6,27

2005

12.469

289.046

4,31

2006

14.058

308.786

4,55


• Total de presos: 409.548
Dos quais 385.480 homens e 24.068 mulheres
• Percentual de mulheres presas no total
Da população carcerária: homens 94,12% – mulheres 5,88%
• Cumprimento de pena em delegacias de polícia
25% das mulheres
13% dos homens
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A HISTÓRIA OCULTA DO MUNDO: A PEDOFILIA DO HAMAS

Este post não foi escrito por mim e não tem nenhum juízo de valores agregado, por mim.


A Pedofilia do Hamas

O mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.
A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade. org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).
Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinha menos de dez anos.
Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.
"Nós estamos felizes em dizer aos estados Unidos que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.
Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas
As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.
"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.
As fotos do casamento relatam o resto desta história sórdida:
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Palavras soltas...

roque+moreira.jpg (400×266)
Post meu retirado do http://sompiaui.blogspot.com/

"Atualmente boas bandas como Validuaté, Roque Moreira, Vitrola Vinil, Último Romance, e até mesmo os Radiofônicos (que já estão há algum tempo na estrada) estão fazendo com que o cenário se fortaleça, está ficando melhor. É lógico que na terra do forró pro rock ficar como queremos é quase impossível..."

Este foi um comentário que fiz em resposta a uma enquete no orkut, numa comunidade sobre o rock piauiense. Acredito que ainda há muita coisa a ser feita, não apenas no cenário piauiense, pois é fato que a música e a arte em geral foram, no mundo inteiro, "avacalhadas". A indústria cultural cresceu, muito lixo foi produzido, e consumido! A mídia tenta todos os dias (e consegue, com a maioria ignorante) nos empurrar produtos, estilos, gostos, estéticas etc.
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Ou dá ou Desce - Zé Geraldo


Ou Dá ou Desce

(Zé Geraldo)


Hei escuta aqui você aí
Meu senhor que está sentado
do outro lado da TV
Eu vim aqui fazer minha prestação
de contas pra você
Eu me dirijo a todo povo brasileiro
Eu sou pastor por vocação
Me chamam bispo isso mesmo eu vivo é disso
Essa é a minha profissão

Tenho cadeia de hotéis no Hawai
Fazenda no Texas
Um sítio em Parati
O gado é de primeira, muito bom
Automóveis do ano
Cobertura no Leblon
Triplex na Vieira Souto
Uma casa de praia na Orla do Guarujá
Pra investir e garantir meu capital
Eu tenho na Bahia umas fazendas de cacau

Eu tenho poço de petróleo no Iraque
De araque caro irmão
Eu tenho igrejas de montão
Frequento a bolsa de valores
de São Paulo Nova Iorque
Eu tenho rede de jornal, rádio e televisão
Tenho uma verba aplicada
na Europa e na América
que é melhor deixar por lá
Pra encerrar as contas desse meu calvário
já que não tem mais jeito
eu vou falar do meu salário
O meu salário não é feito
de tostões e de mil réis
Eu vivo da bondade e doações
dos meus fiéis

Obrigado irmãos
Obrigado
Ou dá ou desce!

Aleluia!

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A História das coisas

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A Outra Crise


(TEXTO ANTIGO)

Após tanto tempo deparando-se com safras recordes de grãos, com tecnologias cada vez mais avançadas na agricultura, com o Brasil a exportar mais, as pessoas vêem um grande problema a ser enfrentado: a crise mundial de alimentos, a alta generalizada dos preços destes. Um problema que, aliás, não surgiu repentinamente, há tempos já se vem percebendo a conta de supermercado ficando mais cara, só que agora ele é discutido mundialmente.

Quando a situação começa a ficar alarmante, os líderes mundiais resolveram se reunir em Roma e discutir soluções, entre eles, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que fez um discurso criticando os países ricos, culpados, segundo ele, pela crise dos alimentos, falando do protecionismo e da alta do preço do petróleo. O protecionismo é uma prática usada pelos países para defender seus mercados da concorrência estrangeira, aumentando as taxas de impostos sobre os produtos estrangeiros, exatamente o que os EUA fazem com os agricultores brasileiros, fazendo ficar desvantajoso para estes o comércio com os próprios EUA.

E quanto ao petróleo? A alta do preço deste encarece toda a produção e a distribuição de alimentos, por isso a preocupação do presidente Lula em investir nos biocombustíveis, que são renováveis e não-poluentes. Mas aí é que entra uma das maiores discussões, o Brasil é acusado de deixar de investir em alimentação para investir em energia, gerando uma queda na produção de alimentos.

Mas isto é, em parte, mentira. O biocombustível do Brasil, produzido com cana-de-açúcar, se comparado ao dos EUA, produzido com milho, é mais rentável, além do que o milho é um alimento importante, rico, e faz bem mais falta à alimentação que a cana. Porém não se deve esquecer de que realmente mais terras estão sendo destinadas à produção de energia em detrimento dos alimentos.

A crise é uma realidade, e deve ser encarada com seriedade, deve-se pensar menos nos lucros e mais nas pessoas, parar de se investir em indústrias como a bélica,e investir mais na agricultura e numa melhor distribuição de alimentos.
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CARTA

Teresina, 17 de outubro de 2008

Saudações, Vossas Excelências
Venho por meio desta carta ressaltar a importância da constituição de 1988 para o Brasil. Constituição esta que, foi fundamental para o processo de redemocratização do país, após anos de repressão e atentados contra as liberdades individuais cometidos pelos governos militares durante a Ditadura.Vossas excelências são cientes de que, com a nova Carta Magna, o Brasil entraria em uma nova fase, teria novamente a possibilidade de escolher seus representantes de Estado, e a população voltaria a ter os seus direitos assegurados, como a liberdade de expressão, tão almejada por todos.

Mas vossas excelências também sabem que, com o passar do tempo, algumas das leis se tornaram ultrapassadas, sendo necessárias as emendas e alterações. Pois com o desenvolvimento, outros processos são criados, e estes também precisam constar na Constituição. Como é o caso da internet, que se tornou um problema, pois os crimes virtuais não constavam na Carta, e os criminosos não eram passivos de punição.

Enfim, Vossas Excelências, sabe-se que a Constituição é fundamental para o país. É o documento mais importante dele. Porém seu valor está sendo denegrido pela impunidade. Cuidem, portanto, Vossas Excelências, para que ela realmente seja igual para todos e valha para todos.

Prezadamente, Jônatas Freitas da Silva

(ESTA CARTA ERA UM RASCUNHO DE REDAÇÃO, ERA PARA A ESCOLA, POR ISSO A LINGUAGEM TERIA QUE SER MAIS POLIDA. MAS SE EU REALMENTE FOSSE ESCREVER UMA CARTA AO CONGRESSO, MELHOR MANDAR A LETRA DA MÚSICA "VOSSAS EXCELÊNCIAS", DOS TITÃS, OUÇAM...)
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Um Grave Distúrbio Social


A violência sexual praticada contra o menor é uma barbárie, um ato de extremo desequilíbrio mental, algo repudiado e condenado pela sociedade. Porém, nesta mesma sociedade, são cada vez mais comuns os casos de crianças abusadas até mesmo pelos próprios pais.

É preocupante saber que a sociedade ainda apresente distúrbios sociais como esse, que traumatizam para sempre a vida de uma criança. No futuro, esta poderá sofrer problemas de relacionamento amoroso, pois ainda guarda em si a perturbação causada por uma pessoa que, na maioria das vezes, fazia parte do seu círculo de amizades, o que agrava ainda mais a situação.

A causa deste desequilíbrio vem geralmente da desestruturação familiar, e esta vem a ser também a causa de muitos males na sociedade. O indivíduo criado numa família que não lhe dá educação moral e que não o orienta devidamente, provavelmente não terá um comportamento aceitável na sociedade, não distinguirá o certo do errado, e pode apode apresentar distúrbios como a própria pedofilia.

Porém, a maioria dos pedófilos aparenta para a sociedade ser confiável e de boa índole, e aí está o maior risco. Ele torna-se uma pessoa amiga de todos, inclusive da criança, depois aproveita-se dela e a submete a uma verdadeira tortura mental, pois ela não sabe o porquê daquela pessoa estar a abusar do seu corpo, ela não sabe nem o que é abuso...

E na idade da inocência, a criança já passa por uma experiência sexual que a desestabiliza, uma triste situação, e condenada pela ONU (Organização das Nações Unidas). No Brasil, a pedofilia é considerada crime hediondo, mas como as crianças tem medo de denunciar, a maioria dos criminosos fica livre. E, mesmo que fossem presos, a pena não seria suficientemente grande, pois o dano causado às crianças é irreparável.
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O Último Ano



Há coisas na vida que, mesmo que se saiba que serão passageiras, nos entristecem no final. Este é o último ano em que verei estes rostos, ou pelo menos alguns deles, é o último ano do ensino médio. Depois sei que serão apenas alguns encontros casuais nas ruas, alguns acenos quase automáticos entre os que mal se falavam, ou até nem isso... Salvo algumas amizades mais íntimas.

No começo do ano a situação era diferente, havia ânimo e coragem, hoje há cansaço e vontade de livrar-se logo de tudo. Passar no vestibular será, naturalmente, quebrar correntes. Assim como quando saímos do bom abrigo do ventre materno e nos deparamos amedrontados com o mundo de fora, sairemos da escola para concorrer a vagas na universidade, no mercado de trabalho etc. Não choraremos mais porque fomos educados a todas as concorrências, fomos educados a não nos comover com coisas simples...

Fomos educados e ficamos frios. Poucos sentirão, como eu, alguma tristeza por verem-se livres destas pessoas, pois já imaginam carreiras gloriosas e onerosas, esquecendo-se, no entanto, que nestas carreiras convive-se com a inveja e com a soberba dos outros, mas foram educados e criaram dentes inoculadores...

Não sou fraco e medroso por escrever assim, também desejo ir a outro estágio, a escola não pode ser eterna, eterno mesmo só o aprendizado, para aqueles que tem dúvidas, uns outros se estagnam na ignorância. Não sou fraco, porém abomino este sistema de virulenta competição que nos obriga a ser cada vez mais secos.
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Reação em Cadeia



Sabe-se que a situação da saúde no Brasil não é das melhores, pelo menos a da saúde pública, responsável pelo atendimento de um maior número de pessoas. São hospitais super-lotados, falta de leitos, e mortes no corredor de espera. Com certeza uma boa parte dos que precisam de atendimento são vítimas de algum tipo de violência, como a violência no trânsito, que tira a vida de milhares de pessoas.

Mas considerando-se a saúde no seu âmbito geral, sabe-se que a saúde mental das pessoas também está muito afetada pela violência, embora este não seja um tipo de distúrbio que leve à lotação de hospitais. Mas hoje, mais do que nunca, as pessoas precisam de tratamento psicológico, por causa dos traumas que a violência produz, mas muitas não recorrem a estes tratamentos por falta de informação ou de médicos no sistema público que a assistam.

Devido a estes problemas psicológicos, outras doenças podem aparecer, como as cardíacas, e estas sim, provocam o inchaço nos hospitais. É uma reação em cadeia, que tem como propulsora a violência. Mas tratando-se da violência e das suas consequências imediatas na saúde, pode-se citar o grande número de pessoas feridas por armas de fogo, consequência da situação de insegurança e criminalidade no Brasil, onde o número de mortos assemelha-se ao de uma guerra civil.

Tendo em vista este quadro, conclui-se que, um país, como o Brasil, é como um organismo vivo, se uma parte se desestrutura, o todo também sofre as consequências. A falta de educação leva a um aumento da violência, e esta gera um grande número de pessoas com saúde debilitada. Um povo sem saúde, educação e segurança, logo, nunca irá desenvolver-se plenamente.
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Subnutrição Cultural

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O circo está montado e nunca desmorona, convivemos com ele desde os primórdios das civilizações, quando o povo que praticava a servidão coletiva pagava tributos ao Estado e tinha festas religiosas anuais para “se divertir”. Em Roma, o Panis Et Circensis não era disfarçado, havia uma clara intenção de atenuar possíveis pensamentos que fossem contra o sistema vigente. O povo sempre foi manipulado!

Chegamos ao terceiro milênio, que aliás é o terceiro apenas para uma parte do mundo, e as práticas exercidas pelos que estão no poder ainda são manipuladoras. Só que agora, meus caros, tudo piora! As elites não precisam mais dar pão-e-circo para a massa, a própria massa agora cria o circo. E não há que se ter medo de criticar tais práticas, que incluem, principalmente, nossas grandes músicas atuais...

Quem por acaso não se lembra das músicas de funk que saíram do Rio de Janeiro e invadiram o Brasil inteiro? (Antes havia circos regionais, agora parece haver um circo geral, globalizado, está na moda...). Dizem que gosto é gosto e que isto não se discute, porém mais de 90% do que é produzido hoje na esfera musical é uma tremenda porcaria, e me atrevo a dizer que as músicas não são nem de mau gosto, não são para gosto nenhum, aquilo não é música, aquilo não é arte!
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Voltaremos ao Feudalismo

Por favor, este texto é uma ironia ao capitalismo...

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(imagem em tamanho maoir: http://www.diaquente.com/wp/wp-content/uploads/2007/10/sacou_capitalismo.gif )

Voltaremos ao feudalismo! Esta é a verdade. Depois de ouvir uma frase de um candidato de minha cidade em um debate, refleti sobre o papel do Estado em nossa sociedade atual, dizia ele que as privatizações eram melhores, pois as instituições públicas apresentavam muitos problemas. Para mim, uma declaração surpreendente, quer dizer então que a pessoa é candidata ao poder público e diz que o poder público não funciona?! E para lembrar aos mais atenciosos, este homem era candidato à reeleição...

Se a ordem do neoliberalismo é privatizar, qual será o real papel do Estado? Ora, privilegiar os interesses das instituições privadas, óbvio, pois o candidato ou já vem das elites, ou é patrocinado por elas, porque então favoreceria outro grupo? Além deste, também tem o papel de fazer algumas pontes, creches... Obras para que ele seja um pouco lembrado pela população na hora do voto e, lógico, para desviar algumas verbas... Foi educado pela sociedade suja e aburguesada aprendendo que a corrupção é um bom negócio: quanto mais capital, melhor!

Mas por que voltaremos ao feudalismo? Alguém deve ter se perguntado... Pois bem, o que era o feudalismo? Um sistema de produção baseado na agricultura, onde a mão-de-obra era servil e os donos das terras, os senhores feudais, tinham controle político total sobre seus feudos. Havia um rei, que não tinha poder nenhum, era apenas mais um nobre senhor feudal, que tinha apenas alguns privilégios. Os servos pagavam pesados impostos para produzir para seus senhores, vejam só, eles não recebiam em dinheiro pelo trabalho e a parcela mínima da produção que lhes cabia ainda era repassada aos senhores através dos impostos, só ficavam com o suficiente para manter-se de pé. Alguma semelhança com os dias atuais?

O rei assemelha-se ao governante atual, e os grandes empresários, aos outros senhores feudais, o poder é todo destes, pois sem o apoio dos empresários, hoje nada um governante pode fazer, e para que fazer mesmo? Hoje o rei não tem tanta vontade de concentrar o poder como na Era Medieval, a vida dele já é paradisíaca, seria mais se ele pudesse desfilar nas ruas com suas jóias e esbanjando seu dinheiro, mas infelizmente o produto da sociedade que eles criaram hoje os amedronta e os faz fazer festinhas particulares em condomínios fechados, a VIOLÊNCIA!

E mesmo que quisesse concentrar o poder, o rei não poderia mais aliar-se a uma classe em ascensão, como a burguesia da época, não há mais classes para que ele se alie, aliás, até há, mas o rei irá se aliar com o proletariado? Risos da platéia...

Mas uma diferença básica entre o feudalismo medieval e o de hoje está na concentração da produção. Naquele tempo, era na agricultura, hoje, na indústria e comércio.

Texto não terminado
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A Evolução



A evolução é o processo no qual os seres se transformam ou transformam o ambiente em que vivem. O ser humano, como qualquer outro ser vivo, também evoluiu através dos tempos, porém sua evolução foi a mais notável de todas, não só nos aspectos físicos, mas também nos sociais e tecno-científicos.

No começo, os humanos eram nômades e coletores, com o passar do tempo, tornaram-se sedentários, agricultores e criadores de animais. Com certeza, uma grande evolução, que permitiu o surgimento de vilas e cidades, até chegar aos enormes conglomerados urbanos de hoje, com seus prédios e condomínios fechados.

Outro grande avanço da humanidade ocorreu no campo das comunicações e dos transportes, ambos cada vez mais eficazes e velozes, tornaram o mundo mais interligado. Nas comunicações, por exemplo, deu-se o advento do maior meio de comunicação já visto, a internet, que apesar de ainda não ser acessível a todos, já conecta milhões de pessoas no mundo inteiro.

Porém, esta mesma questão da falta de acessibilidade é o principal problema da evolução, pois as novas tecnologias nunca chegam para todos, apenas a uma minoria rica, aumentando ainda mais o fosso da desigualdade social. Como no caso da saúde, onde os novos tratamentos e equipamentos não são disponíveis para a rede pública.

Vê-se então que, o ser humano, ao longo de sua história, evoluiu bastante, criou muitas técnicas revolucionárias, que transformaram radicalmente seu modo de vida. Porém, com isto, foi responsável pelo agravamento das desigualdades e pela destruição do meio-ambiente, pois nunca conseguiu desenvolver-se com sustentabilidade.
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Religiosidade e Manipulação


Como já dizia Karl Marx, a religião é o ópio do povo. São tantas crenças, tantos dogmas, religiões parecem surgir todos os dias. A população, sempre cega, e induzida pelo pensamento de que quem não tem religião não vai para o céu, agarra-se a novos cultos, novas “filosofias”, que prometem dar prosperidade e salvação aos que as seguem. Pobre povo inconsciente...

Não me incomodo tanto com o fato de as pessoas crerem numa religião, o que mais me incomoda é o fato delas não refletirem sobre o que lhes é falado, pregado, incrustado. E também o de que elas não sabem e nunca procuram saber a origem de todas as religiões: a busca pelo poder sobre os outros. Creio seguramente que a primeira religião fundada teve o objetivo de garantir que seu representante se sobressaísse aos outros, e com o passar dos tempos, novas religiões foram criadas com a mesma finalidade.

Chegam a ser ridículas e absurdas algumas coisas que as pessoas dizem; quando se fala em Egito antigo, muitas falam: “Como esse povo era burro, que crenças mais absurdas, todos dominados por um faraó que dizia ser um deus...” Ora, o que dizer de um papa que é considerado infalível? E de um pastor que diz ser a salvação do povo e lhe arranca dinheiro para viver no luxo e na opulência? De líderes que promovem guerras em nome de Deus?
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A Ambição Pela Amazônia


A Amazônia é um dos ecossistemas mais importantes do mundo, fica localizada na América do Sul, abrangendo o Brasil, a Bolívia, as Guianas, o Suriname, a Colômbia, A Venezuela e o Equador. Possui a maior biodiversidade do planeta e é indispensável para a manutenção da vida na Terra, pois seu desaparecimento acarretaria em mudanças climáticas drásticas.

Preocupados com estas mudanças, que se dariam em escala mundial, os países desenvolvidos há tempos discutem sobre a internacionalização da Amazônia. Se fosse internacionalizada, ela seria de posse de todos e seria melhor protegida, é o que eles alegam, fundamentando-se no fato de que os países que ela abrange não são competentes o bastante para preservá-la.
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Desaculturação

É inegável que o número de palavras estrangeiras usadas pela população é muito grande, elas estão em todas as partes e em todas as bocas. Show, videogame e self-service são apenas alguns exemplos da invasão cultural. Cultural sim, pois a língua faz parte da cultura de um povo, e não pode ser preterida em relação às línguas estrangeiras.

Os jovens são os que mais contribuem para esta aculturação, acham que falar inglês soa mais bonito, mais simplificado e mais “maneiro”. Por isso é crescente o número de jovens que não sabem escrever bem o português, e que cometem erros absurdos nas provas de vestibulares. Realmente esta é a geração perdida.

O uso de estrangeirismos também é grande nos letreiros e anúncios publicitários. Quem anda pelos centros das cidades possivelmente verá mais frases em inglês que em português. É moda dos brasileiros imitar o que existe lá fora e desprezar a própria cultura.
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Corrupção e Alienação: A Fórmula


Há tempos o jovem no Brasil era sinônimo de consciência política, de luta por direitos e de manifestações. Era o jovem do século passado, aquele que existia antes dos governos neo-liberais de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, um jovem que sabia do seu papel na sociedade e que lutava por mais justiça social.

Mas o que é visto hoje é um jovem inconsciente, altamente imaturo, irresponsável e que mal sabe o nome do prefeito de sua cidade, um jovem que tem o maior orgulho em dizer: “Não estou nem aí pra política!” O pior de tudo é que este jovem é facilmente corruptível e como não dá valor ao direito de voto que tem, pode tranquilamente vendê-lo a algum político, em troca de dinheiro para comprar coisas supérfluas e modistas, sem remorso algum.

A situação faz lembrar o que o colonizador português fazia com os índios do Brasil, levava a madeira, lucrava, e dava a eles pequenos presentes como espelhos e bijuterias. Vive-se num tempo de escambo moderno... E vale lembrar que o jovem consumista e apolítico de hoje é o pai da próxima geração, que pode ser ainda mais vergonhosa.

É irônico ver a juventude (e também a população adulta, a da parcela inconsciente do passado) reclamarem após as eleições de problemas como a violência, a precariedade da saúde e da educação, e também da própria corrupção. Como eles querem exigir dos candidatos: ética, transparência e compromisso, colocando-os no poder como quem atira pedras no lodo? E os políticos tem todo direito de desviar verbas depois, pois tem de compensar o dinheiro gasto com a compra dos votos.

Esta é a preocupante realidade: o político corrupto não dá educação aos jovens, para que estes no futuro sejam corrompidos por mais uma corja. Assim é o país: a corrupção é mal vista, porém é praticada pela população. Os bons políticos nada ou quase nada podem fazer, e a minoria consciente sofre pela decisão da maioria ignorante. Injusto? Absurdo? Ilógico? Não, apenas Brasil.

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Compensação Inválida


O sistema de cotas para negros e estudantes do ensino público permite que eles tenham mais chances de entrar na universidade pública, garantindo a eles um percentual das vagas em cada curso. Um sistema ideal, para alguns, que alegam que o estudante negro tem de ser compensado pelas décadas de discriminação e exclusão, e que o da descola pública também por ele não competir de forma igual com o da escola privada.

Mas não teriam os negros e os alunos da rede pública condições de ingressar normalmente na universidade, sem precisar das cotas? Sim, eles tem. A capacidade de uma pessoa não é definida pela escola onde ela estuda e muito menos pela cor de sua pele. Afinal, quem é o maior gênio da literatura brasileira? Machado de Assis, negro, de escola pública, advertindo-se para o fato de que naquela época a escola pública tinha qualidade...
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Um Ato de Humanidade


(Esta é, sem dúvida, a pior redação deste blog, o joio da plantação, apesar de o tema merecer muito respeito)

A adoção é o processo pelo qual famílias, pais solteiros ou parceiros homossexuais, por não conseguirem ou por desejarem ter outro filho, “retiram” crianças de instituições para menores, os orfanatos, e os abrigam em seus lares, dando assim àquela criança o carinho de uma mãe, a atenção de um pai. Enfim, uma família de verdade que proporcione à criança um bom desenvolvimento moral, ético, físico, intelectual e social.

São muitas as crianças a esperar por adoção, um número maior á o de famílias a quererem adotá-las. Mas se é assim, por que então ainda há tanta espera por parte dos menores? Um dos primeiros impedimentos (como não poderia deixar de ser neste país) é a burocracia. Primeiramente os pais tem que passar por uma avaliação, necessária para que se possa saber se estes estão aptos a criar um filho. Avalia-se a condição financeira, a estabilidade da relação dos pais, e a condição psicológica deles, só depois eles estarão prontos para adotar uma criança.

Um segundo impedimento é a escolha das características do filho. Geralmente são preferidas as crianças brancas e de pouca idade em relação às negras e um pouco mais velhas. Talvez este problema esteja sendo superado, por conta de muitas famílias negras também estarem a adotar crianças, e soma-se a isso a conscientização anti-racismo que está sendo feita.

Mas e quando os pais em questão são solteiros ou homossexuais? Aí é que existem mais barreiras e preconceitos. Há algum tempo os homossexuais não podiam praticar a adoção, hoje já podem, mas a avaliação se faz mais rigorosa. Afinal, faltará ao filho, mesmo que se diga que não, uma orientação masculina ou feminina na criação. O mesmo se pode dizer dos pais solteiros, só que com estes, a ausência de um dos pais se mostra mais evidente.

Enquanto isso, lá estão as crianças à espera os pais à espera, a fila é lenta e o tempo que se leva nela é em média de seis meses para que a adoção se concretize. É preciso que se dê amor às crianças, atenção, educação! E é preciso que os pais, que tanto sonham em ter crianças, sejam idôneos e dignos de praticar este nobre ato de humanidade.

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